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*Esta
seção se compõe de textos relativos à história, sendo que os
relatos arqueológicos são poucos. Julgamos importante comentar sobre
a República em Roma pois o compromisso do site
Arqueologia está voltado à compreensão das antigas sociedades e
suas formas organizativas, que só puderam ser profundamente estudadas
graças ao empenho dos arqueólogos.
O
nascimento de uma potência e os primeiros conflitos
Desde a expulsão dos Tarquíneos
do Estado Romano, a coisa pública (res publica), estava sob o
governo de dois magistrados, os cônsules eleitos anualmente que
tinham quase a mesma autoridade que os reis. Quando havia grande
perigo por ameaça externa, nomeava-se um ditador que, com
poderes absolutos, governava a república por um período de seis
meses no máximo.
Durante longo tempo lutaram
os romanos, para se defenderem do ataque de vizinhos: os etruscos, que
tomaram Roma, retirando-se mais tarde, por exemplo.
Logo depois, Roma iniciou a
conquista do sul da península; as cidades da Magna Grécia não
resistiram muito em aceitar seu domínio; Tarento, porém, mais rica e
poderosa, chamou em seu auxílio Pirro, rei do Épiro, que por ser bom
general, venceu uma grande batalha, graças a confusão que seus
elefantes de guerra causaram nas fileiras romanas; mas depois foi
derrotado, e Roma estendeu seu domínio desde a Gália cisalpina ao
extremo sul da Itália.
Depois de intermináveis vitórias,
crescia a ambição da República, que até então vivia pacificamente
em relação a poderosa cidade de Cartago, localizada ao Norte
da África e possuidora de inúmeras colônias na Córsega, Sardenha,
Sicília e península Ibérica. A disputa pela posse da Sicília
originou as Guerra Púnicas, assim chamadas por
motivo do nome punicom que os romanos designavam os fenícios,
antepassados dos cartagineses.
A Primeira Guerra
Púnica
durou cerca de 20 anos; Roma tinha melhor exército que Cartago, cujas
forças eram quase todas mercenárias. Cartago pediu paz e teve de enfrentar um período de muitas dificuldades.
Na Segunda
Guerra Púnica, um
general cartaginês alimentara grande ódio por Roma. Seu nome? Aníbal
Barca.
Com 90.000 guerreiros, 12.000
cavaleiros e 37 elefantes bélicos, Aníbal se preparou para por em prática
o mais arriscado e fantástico plano de guerra do Mundo Antigo: A
expedição sobre os Alpes, rumo à Itália. Suas várias vitórias
durante o caminho alimentaram um medo traumático dos romanos.
Fábio, comandante romano,
partiu ao encalço de Aníbal, tendo sob seu comando uns 80.000
homens, que foram arrasados por 50.000 soldados de Cartago. Porém os
romanos venceram os aliados que Aníbal havia conseguido e marcharam
na direção de Cartago, obrigando o regresso do brilhante general
em socorro da pátria. Aníbal foi ferido e suas tropas vencidas.
Depois das
muitas batalhas, o ódio dos romanos contra os cartagineses
transformou-se em sentimento nacionalista, deixando em segundo plano
muitas divergências entre classes em Roma. No século II a.C., coube
a Catão, o censor, personificar obsessivamente uma campanha pela
destruição completa de Cartago. Nos seus discursos, no Senado
romano, Catão sempre os encerrava com a frase Delenda est Carthago
(Cartago seja destruída). O sucesso de suas pregações selou o
destino da cidade. Cartago seria arrasada e teria suas terras aradas e saturadas de
sal, além de receber uma grande maldição. Os
triunviratos e o final do período de República
Em 60 a.C., o Senado acabou elegendo três fortes líderes políticos
ao Consulado: Júlio César, Pompeu e Crasso governaram juntos no
chamado Primeiro Triunvirato, dividindo entre si os domínios romanos.
Contudo, um 54 a.C., Crasso morreu combatendo na Pérsia e, dois anos
depois, Pompeu foi proclamado cônsul único, destituindo César do
comando militar da Gália. Ao receber a mensagem senatorial de sua
destituição, César, entretanto, resolveu lutar e avançou para o
Sul.
Foi nesse momento que César, atravessando o rio Rubicão, fronteira
entre sua província e a Itália, teria dito "A sorte está
lançada" (Alea jact est) e dirigiu-se para Roma, causando
a fuga de Pompeu. César assumiu imediatamente o poder romano, mas só
iria derrotar Pompeu definitivamente na Grécia, em Farsália, em 49
a.C. Pompeu escapou ileso e fugiu para o Egito, onde acabou sendo
assassinado.
Nessa época, crescia no Egito a disputa pelo poder entre o faraó
Ptolomeu e sua irmã Cleópatra. Júlio César foi para Alexandria,
apoiou Cleópatra e colocou-a no poder. Em seguida, dirigiu-se para a
Ásia Menor, onde aniquilou as tropas sírias inimigas.
Retornando a Roma, Júlio César foi proclamado ditador vitalício, em
clara oposição ao Senado, que organizou uma conspiração contra
ele. Em 44 a.C., foi assassinado a punhaladas em pleno Senado. Sua
morte gerou uma grande revolta na população, fato habilmente
explorado por Marco Antônio, um dos fortes generais de Júlio César
que, juntamente com Otávio e Lépido, formou o Segundo Triunvirato.
Após eliminarem os opositores de César, os novos triúnviros
iniciaram suas disputas internas. Otávio, aproveitando-se da
ausência da Marco Antônio, que se encontrava no Egito, tentou
ampliar seus poderes. Desconsiderou Lépido e declarou guerra a
Marco Antônio, o qual foi derrotado na batalha naval de Actium, em 31
a.C.
Em seguida, Otávio recebeu do Senado o título de Prínceps
(primeiro cidadão), etapa inicial para obter o título de imperator
(o supremo). Otávio tornou-se progressivamente senhor absoluto de
Roma, recebendo além dos dois títulos, o de Augustus (o
divino), até então inédito entre os governantes romanos. Com o
advento do império, reorganizou-se a estrutura política romana,
concentrando-se toda a autoridade nas mãos do imperador.
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