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Mochicas,
construtores da pedra e do ouro
Entre os anos
100 e 700 d.C., cerca de 50.000 mochicas viviam e cultivavam nos vales
férteis alimentados pelos rios que que fluíam dos Andes através do
deserto, até o mar. Usando métodos engenhosos de irrigação aos
longo de 355 quilômetros de costa, eles plantavam uma rica variedade
de frutas e legumes, incluindo milho, abóbora, amendoim e feijão. A
carne também era abundante, pois havia lhamas e porquinhos-da-índia,
além de peixes do mar e dos rios. Essa civilização pouco conhecida
prosperou simultaneamente aos maias, do México, sofrendo um declínio
aproximadamente na mesma época, 700 d.C.
Uma das maiores
descobertas da arqueologia peruana começou a acontecer em 3 de
fevereiro de 1987, quando o diretor do Museu Arqueológico Bruning, dr. Walter Alva ingressou com inspetores de polícia
encarregados das
antiguidades, nas estruturas piramidais deixadas pelos mochicas.
Durante a primeira fase da escavação (que durou até junho de 1987),
foi revelada a tumba de um rei mochica a quem os pesquisadores
chamaram de Senhor de Sipan. Seu corpo ricamente adornado foi
encontrado com uma arca de tesouros peneirados do leito do rio
Amazonas, e de diversas outras regiões, como Chile e Equador. Eram
centenas de artefatos valiosos, incluindo 13 bustos (cada um feito de
milhares de pedaços de conchas), uma máscara de morcego feita em
ouro maciço , colares de ouro, um cetro dourado, escudos, sinos,
braceletes, cobertores de fio de ouro e outros de cobre. Esta era
parte do surpreendente legado de uma das maiores civilizações do
mundo, a qual passaria a ser relevada pelos arqueólogos ao mesmo
patamar do maias e egípcios.
Em 14 de
setembro de 1988, o dr. Walter Alva anunciou a descoberta da tumba
intacta de uma rei mochica desconhecido, sepultado há 1.700 anos em
uma pirâmide em Sipan. Por algum tempo, ele e outros arqueólogos
suspeitaram que pudesse haver uma arca de tesouro mochica enterrada
perto da região de Lambayeque, por causa da descoberta de
antiguidades roubadas no mercado aberto no fim de 1986. As
escavações no topo da plataforma funerária revelaram, com o passar
dos anos e o progresso das análises, outras três tumbas ainda
ornamentadas e um sepulcro impiedosamente saqueado. A localidade de
Sipan havia sido o último local de descanso dos reis-sol dos mochicas.
Achados espetaculares chegaram a ser comparados com o tesouro de
Tutankhamon, no Egito.
Maias e as
rijas metrópoles da floresta Veja as fotos de pesquisas
arqueológicas nos sítios da cultura maia
No ano 650 da
era cristã, a Europa desvanecia na Idade das Trevas, Londres não
passava de uma confusão pestilenta de choupanas de madeira. Meio
mundo dali, elevando-se das florestas úmidas da América Central como
um sonho fabuloso, uma civilização esplendorosamente poderosa e
sofisticada se revela nas altas pirâmides de pedra, nas praças
fervilhantes, nas quadras pintadas para jogos de bola e nos templos
majestosos que se erguiam do chão como gigantes de pedra. Esses eram
os maias.
As respostas
para muitas incógnitas que perturbam os pesquisadores acerca dos
maias, começam a ser desvendadas nos diversos sítios arqueológicos
onde são resgatadas as peças de uma novela extraordinária na qual uma
sociedade serve à divindade dos seus governantes. Essa novela atinge
seu clímax nos sinistros rituais de mutilação da realeza e de
sacrifício humano. Segundo aquele povo, toda a vida na terra dependia
da vontade dos deuses, deuses estes que deveriam ser servidos sem
nenhum tipo de vacilação. Os reis maias ofereciam seu próprio sangue
às divindades através de sangrias genitais, cortes na língua e nos
membros. O sangue era queimado e subia ao céu na forma de oferenda,
assim estariam asseguradas as fartas colheitas e a vinda do Sol a cada
dia. Provavelmente o declínio desta civilização tenha sido marcado
por constantes sacrifícios humanos (uma tentativa de trazer
prosperidade novamente ao povo) e sangrentos rituais de veneração.
Em uma certa
época (por volta do ano 610 da nossa era), grandes cidades maias
foram abandonadas subitamente por suas populações. Repentinamente,
um povo inteiro deixou para trás suas casas sólidas e magníficos
templos, emigrando para regiões selvagens e distantes. Nenhum só
desses emigrantes voltou. A cidade ficou deserta, a floresta invadiu
as ruas, as ervas daninhas foram cobrindo as escadas e os portais, as
sementes do bosque foram penetrando nas juntas que o vento encheu de
pó, plantas silvestres cresceram entre a alvenaria, deslocando-a.
Nunca mais pés humanos pisaram o pavimento dos pátios ou subiram os
degraus das pirâmides. Aquelas pessoas fundaram novas cidades,
extremamente semelhantes com as que haviam esquecido à mercê do
tempo. Que
explicações haveriam para tal acontecimento? A hipótese mais
razoável foi proposta pelo professor americano Sylvanus Griswold
Morley. Ele sugere que a causa desse êxodo era o fato de os campos
se cansarem. O período de descanso que um campo precisava até se
cobrir novamente de floresta para ser queimado e arado outra vez ia
aumentando. Os camponeses então adentravam cada vez mais na mata para
realizar o plantio e o cultivo dos vegetais que abasteceriam a sua
cidade. Logo havia apenas áreas estéreis e a situação extrema de
fome fez com que os maias migrassem para outros locais, abandonando as
regiões desoladas e organizando o Novo Império, pois não existem
civilizações sem arado. Estes fatores fizeram com que as metrópoles da
floresta permanecessem escondidas por mil anos.
Incas, o
último dos impérios indígenas
Embora seus
domínios enfrentassem as mais hostis condições ambientais
conhecidas pelo homem, os legendários imperadores incas governaram
com grande pompa, marcando o impressionante clímax de 3.000 anos de
evolução cultural na América do Sul. Os pesquisadores tentam
deslindar os enigmas de Nazca, o povo que criou sobre o solo desenhos
que já se supôs serem obra extraterrestre. Machu Picchu, a cidade
que esteve perdida durante séculos, até o momento em que foi
desvelada por um arqueólogo americano em 1911 impressiona os
cientistas até hoje. A decadência inca ocorreu quando eles se
encontraram com os conquistadores espanhóis, os quais, munidos de
armas de fogo usurparam o ouro daquele império indígena, provocando
seu trágico desaparecimento. (em breve mais informações sobre a
cultura Inca)
Material Consultado:
Os Segredos das Pirâmides Peruanas - A Tumba Perdida de Viracocha,
autor: Maurice Cotterell, editora Madras; Vídeo "Incas -
segredos dos ancestrais", Abril Coleções; Vídeo "Maias -
o sangue dos reis", Abril Coleções; Deuses Túmulos e Sábios,
Autor: C.W. Ceram.
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