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 A Dádiva do Nilo

Sekhmet, a deusa da guerra e da cóleraEles imortalizaram sua cultura em imponentes esculturas gravadas na rocha, no ouro e nas pedras preciosas. Suas palavras se eternizaram nos papiros e eles clamaram pela imortalidade como nenhum outro povo da antiguidade. Seus corpos se mantiveram intactos durante milhares de anos, ainda podemos ver seus rostos e aprender com seus ensinamentos. A civilização egípcia se forjou com a água do rio Nilo e cresceu com a crença nos poderosos deuses que controlavam o céu e a terra.

 

O Egito

   A grandiosidade da civilização egípcia esteve a mercê dos ataques ignorantes daqueles que nada conheciam sobre suas história. Na Idade Média, múmias eras desmanchadas para a fabricação de poções mágicas e, mesmo na antiguidade as pirâmides foram profanadas. No século XVIII, as tropas de Napoleão Bonaparte adentraram ao país, o general mostrava-se fascinado pela cultura que ali florescera na em tempos remotos. Não demorou muito para suas tropas realizarem um dos mais fascinantes achados da história da egiptologia: "A Pedra de Roseta". Esta e outras descobertas foram encaminhadas para a França, onde seriam devidamente estudados.  Em 1822, o egiptólogo Jean-François Champollion decifrou os hieróglifos egípcios com base nas inscrições da Pedra de Roseta. Foi possível compreender os misteriosos sinais devido ao  fato de um mesmo texto estar gravado em três tipos de escrita: hieróglifos, demótico (uma escrita egípcia abreviada, de 720 a.C.) e grego. Como era possível ler grego, Champollion foi capaz de traduzir os interessantes hieróglifos.

   Os egípcios possuíam um panteão que contava com cerca de 3.000 deuses e deusas (ver ilustrações ao fim da seção), acreditavam na vida após a morte e por este motivo embalsamavam seus mortos, só assim, segundo a crença, o corpo se manteria inteiro para voltar a viver, caso ao contrário não passaria para o Mundo Subterrâneo ou Reino de Osíris (deus dos mortos). Junto com o falecido iam roupas, comida, móveis e uma cópia do Livro dos Mortos (conjunto de palavras mágica e orações que ajudariam o morto em sua jornada até o reino dos mortos). 

  Túmulos de faraós foram saqueados com o passar dos milênios, mas um se manteve intacto até 1922, quando foi descoberto pelo egiptólogo Haward Carter. Aquela era a cripta de Tutancâmon, o menino da máscara dourada, o rei Tut. O achado do local de descanso eterno deste faraó, foi considerado um marco na arqueologia e na egiptologia. A história do reinado de Turancâmon, que morreu muito jovem, provavelmente aos 18 anos, ainda é um mistério, mas a identificação de seu túmulo tem ajudado os pesquisadores q entender melhor o Antigo Egito. A múmia encontrada no sepulcro real desmanchou-se assim que Carter desenfaixou-a, mas os objetos encontrados estavam em excelente estado de preservação, era como se aquilo fosse um portal para a eternidade. Havia, dentre outras coisas,  grandes móveis cerimoniais em forma de leões, arcos e flechas, estátuas de madeira e alabastro, cadeiras finamente decoradas e jóias muito bem trabalhadas. Tut é um dos faraós mais conhecidos e interessantes do Egito, mas sua fama não se deve à grandes feitos e ele muitas vezes não é lembrado como um homem, mas sim como um tesouro.

   Em pleno século XXI, quatro mil anos depois do auge da civilização egípcia, os rituais em torno da morte e a história dos faraós continuam tendo importância para o mundo, mas de uma forma diferente. Hoje o interesse é científico: milhares de arqueólogos acampam em diversas regiões em busca de descobertas e revelações.

Deuses, Deusas e Amuletos Sagrados

Bastet era a deusa da guerra, tinha uma profunda relação com a deusa Mut e com Sekhmet. Era representada por uma mulher com cabeça de gato. Maat é a deusa da justiça, representa a harmonia e o equilíbrio do universo. É a guardiã dos tribunais.

Tot é o deus da sabedoria, criador da escrita e padroeiro dos escribas.

Em um grande combate contra Set, deus da tempestade e do mau, Hórus perdeu um de seus olhos. Desde então, o amuleto com o Olho de Hórus tem sido usado para atrair a proteção, a segurança e a força do Deus Hórus. Escaravelho, animal sagrado ao qual se atribui a poder da origem da vida. Um dos mais antigos amuletos da sorte (mais de 5000 anos).

 

O Livro dos Mortos (Capítulos de Sair a Luz - Reu Nu Pert Em Hru)

   O Livro dos Mortos era uma coleção de fórmulas mágicas, textos, hinos e rezas criados para que o morto tivesse uma viajem tranqüila ao Mundo Subterrâneo. Não se sabe exatamente quando o Livro dos Mortos apareceu no Egito, mas, ao que tudo indica, veio juntamente com imigrantes estrangeiros que adentraram ao país. Nesta seção, podes ler alguns trechos da antiga obra, utilize os links abaixo:

O Tribunal de Osíris | Palavras Mágicas e Hinos
Para conhecer melhor a religião egípcia, visite o Oráculo.